Piauiense salva família de prédio em chamas no RJ

Piauiense salva família de prédio em chamas no RJ
20/04/2017 - 16:33

GERAL

Raimundo salvou a todos que pôde, mas morreu na ocasião

(O repórter Ney Silva, da FM Imperial, em entrevista exclusiva com primo da vítima, conta em detalhes como foi
esse triste episódio da vida real. Acompanhe.)

Um pai sempre luta para ter o melhor para sua família. É assim que era a vida de Raimundo Cunha da Silva, 35 anos, natural da localidade Nazaré, em Lagoa de São Francisco, Piauí, que morreu após cair de um prédio em chamas onde morava com a família na comunidade Rio das Pedras, na cidade do Rio de Janeiro. Em um ato heróico ele conseguiu salvar os três filhos e a esposa e um senhor; mas, infelizmente, não conseguiu salvar a própria vida...

A nossa reportagem conseguiu falar com um primo de Raimundo, que mora no Rio de Janeiro. Juniel Santos contou a nossa reportagem como ocorreu este fato, destacando o ato de heroísmo do filho de Lagoa de São Francisco.

Juniel Santos: É o seguinte, rapaz: ele em um ato de heroísmo, de pai, ele conseguiu tirar os dois filhos do prédio que estava em chamas, tirou a esposa, a enteada também que morava junto com eles e no momento em que ele foi descer já não dava mais para ele descer porque as chamas já havia tomado totalmente a escada, escada estreita não é, acho que a única solução que ele viu foi passar de um prédio para o outro, de uma rua para outra – que as ruas são estreitas. Eu não sei se ele desmaiou, se a fumaça impediu que ele visse a distância entre um prédio e outro, e ele acabou escorregando do 3º andar, é uma altura de 25 metros, veio a cair numa queda livre aí diretamente ao chão.

Juniel também relatou como teria iniciado o incêndio no prédio em que Raimundo morava com a família e que ele teria tentado passar de um prédio para o outro, tentando salvar a própria vida.

Juniel Santos: Começou no 2º andar, numa loja de pipa, fabricação de pipa. E a fumaça, muito forte não é, porque tem cola, tem papel, papel de seda, linha de cerol, essas coisas. Então devido a fumaça ter sido muito forte eu acho que atingiu aí a respiração dele, desmaiou na hora de passar de um prédio para o outro, que ele era um rapaz de aproximadamente uns 90 quilos, uma altura aí de 1,90 m, eu acho que teria dado tempo passar tranquilamente, eu não sei se ele desmaiou e ele teve uma queda livre de uns 25 metros.

Um ato de heroísmo: assim Juniel relata a ação de Raimundo, que após salvar sua família, teria voltado, para salvar uma outra pessoa.

Juniel Santos: Ele retirou os filhos pela escada, tirou a esposa, voltou para tirar outra pessoa, essa pessoa está hospitalizada, quebrou uma perna, quebrou o braço, e essa pessoa conseguiu passar de um prédio para o outro com a ajuda dele, na hora que ele foi passar ele acabou que escorregou...

Uma pessoa do bem: assim Juniel relata como era Raimundo.

Juniel Santos: Infelizmente cara, uma fatalidade, chocou todo mundo aqui, os primos, parentes, amigos,... um cara muito bacana, interagia muito com a gente, um ótimo pai, apaixonado pelos filhos... é isso aí cara, é muito triste não é... a gente está lutando para conseguir mandar o corpo dele para a família. É o mínimo que a gente pode fazer, é o mínimo de conforto que a gente pode trazer para a família.

Emocionado, Juniel encerra sua conversa com a reportagem da rádio Imperial dizendo as palavras que descrevem o seu primo, Raimundo Cunha da Silva, natural de Nazaré, em Lagoa de São Francisco, Piauí.

Juniel Santos: Um trabalhador, pai de família, uma ótima pessoa, um herói, um herói! O que eu tenho a dizer dele é que ele foi um herói.

Fonte: REDAÇÃO
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