Internacional esta muito perto de levar a taça de campeão da Libertadores

Inter pronto para hoje ser BI da América

18/08/2010 - 21:08

Cheiram a tinta fresca as lembranças dos colorados sobre o título da Libertadores de 2006. E eis que surge a oportunidade do bi. Basta um empate contra o Chivas, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, para o Colorado repetir o feito de quatro anos atrás. Erguer o troféu será igualar a façanha, mas com uma caminhada bem diferente.

O Inter de 2006, com a capitania de Fernandão, com os gols malucos de Rentería, teve trajetória mais sólida do que em 2010. Os sustos foram menores, o esquema variou menos, não teve troca de treinador. No primeiro título, o Colorado sofreu apenas uma derrota. Na luta pelo segundo, já perdeu três vezes.

Para resgatar as lembranças de 2006 e fazer um paralelo com a esperança do bi, vamos relembrar , jogo a jogo, as duas campanhas do Inter na Libertadores da América.


JOGO UM

Empate na Venezuela: A Libertadores de 2006 começou para o Inter com um empate na Venezuela. O time de Abel Braga, ainda convivendo com a incerteza sobre sua real capacidade, ficou no 1 a 1 com o Maracaibo. Ceará fez o primeiro gol colorado na competição, mas os gaúchos cederam o empate nos últimos minutos de jogo. Não foi o resultado dos sonhos.

Vitória suada no Beira-Rio: A estreia em 2010 não foi das melhores. O Inter padeceu para vencer o fraco time do Emelec no Beira-Rio. Com atuação fraca, o Colorado saiu perdendo, depois empatou com Nei e finalmente virou com Alecsandro, aos 41 minutos do segundo tempo. Valeu pelo resultado, mas o futebol apresentado rendeu preocupações.

JOGO DOIS

Inter mostra a cara: A esperança vermelha em um inédito título continental ganhou uma chama mais forte no segundo jogo. Em casa, o Inter teve bom desempenho e bateu o Nacional, do Uruguai, por 3 a 0, com gols de Michel (jogou como titular), Fernandão e Rubens Cardoso.

Um ponto na altitude: O Inter usou de força política para não estrear na Libertadores de 2010 na altitude de Quito. Conseguiu. O jogo contra o Deportivo foi o segundo, e o Colorado, novamente com futebol pobre, saiu do Equador com um empate. Giuliano fez o gol do time vermelho, que saiu atrás. Foi o jogo em que Pato Abbondanzieri convenceu a arbitragem a anular um pênalti.

Inter pronto para ganhar a América novamente


JOGO TRÊS

Virada no México: Crescia a confiança. No terceiro jogo, o Inter ganhou ânimo ao bater o Pumas, no México, por 2 a 1. Foi de virada, com gols do saci Rentería, que começava a mostrar sua estrela, e Fernandão. O time teve Michel e Rubens Cardoso como titulares.

Frustração na fronteira: Os colorados pegaram a estrada e foram até a cidade uruguaia de Rivera, na fronteira com o Rio Grande do Sul, para ver o Inter duelar com o Cerro. E se decepcionaram. Em um jogo feio, o Colorado ficou no 0 a 0 com o pequeno time de Montevidéu e chegou a temer pela classificação à próxima fase.

JOGO QUATRO

Inter embala para o título: Foi de arrepiar. A vitória no México indicava que o Inter não teria grandes dificuldades no reencontro com o Pumas, mas os mexicanos surpreenderam e abriram 2 a 0 em um Beira-Rio pulsando como poucas vezes pulsou. Michel, ainda no primeiro tempo, descontou. Fernandão e Adriano Gabiru viraram na etapa final. Linda vitória de um Colorado que ganhava embalo rumo ao título.

Recuperação no Beira-Rio: O Inter, em novo duelo com o Cerro, desta vez no Beira-Rio, tinha a vitória como necessidade. E conseguiu. Com dois gols no segundo tempo, um deles contra, o outro de Alecsandro, o Colorado fez 2 a 0 e encaminhou a classificação à etapa de mata-mata da Libertadores.

JOGO CINCO

Empate no aniversário: Foi no dia do seu aniversário de 97 anos que o Inter resistiu à pressão de encarar o Nacional em Montevidéu e garantiu um bom empate na casa do oponente. O resultado foi comemorado pelos gaúchos, que não tiveram Fernandão naquela partida.

Mais um empate fora: No terceiro jogo do Inter de Jorge Fossati fora de casa, saiu mais um empate. Com defesa sólida e ataque nada criativo, o Colorado ficou no 0 a 0 com o Emelec em Guayaquil. Longe de empolgar, o time gaúcho pelo menos ficou com a classificação em mãos.

JOGO SEIS

Goleada no Beira-Rio: O Inter avançou às oitavas de final da Libertadores de 2006 com goleada no Beira-Rio. Fez 4 a 0 no Maracaibo e voltou a dar sinais de que poderia ser campeão. Rafael Sobis foi titular pela primeira vez na edição daquele ano. Adriano Gabiru, Bolívar, Michel e Rentería fizeram os gols.

Enfim, tranquilidade: Em 2010, o Inter também encerrou sua participação na primeira fase com tranquilidade. A equipe vermelha finalmente jogou bem e fez 3 a 0 no Deportivo Quito. Andrezinho, Bolívar e Giuliano fizeram os gols. O último, aos 47 minutos do segundo tempo, definiu que o Inter pegaria o Banfield, não o Cruzeiro, nas oitavas de final.

Inter repete excelente campanha de 2006 e pode ser Bi hoje a noite

 

JOGO SETE

A pintura de Rentería: No primeiro jogo das oitavas de final, o Inter reencontrou o Nacional. Jogou no Parque Central, acanhado estádio que recebeu a primeira Copa do Mundo, em 1930. Foi ali que Rentería fez um gol antológico, dando um chapéu dentro da área uruguaia e emendando de primeira. Jorge Wagner fez o outro gol da vitória por 2 a 1, de virada.

Susto na Argentina: Se a primeira fase teve desconfianças pelo futebol apresentado pelo Inter, na etapa de mata-mata começou o sufoco dos resultados. No primeiro duelo das oitavas, o Inter levou 3 a 1 do Banfield em Lomas de Zamora. Não fosse um gol salvador de Kleber, de fora da área, o Colorado estaria praticamente eliminado.

JOGO OITO

Vaga vermelha, choro uruguaio: A vaga parecia garantida, mas não era bem assim. O Nacional engrossou o jogo da volta, no Beira-Rio, e quase eliminou o Inter dentro de casa. Os uruguaios ainda hoje reclamam da arbitragem. Pedem pênaltis e lamentam impedimentos. No fim, o empate por 0 a 0 colocou o Inter nas quartas de final.

Vaga sob medida: O Inter precisava vencer o Banfield por 2 a 0 no Beira-Rio para ir às quartas de final. E foi justamente o que conseguiu. Com gols de Alecsandro e Walter, o Colorado despachou os argentinos e avançou às quartas de final.

JOGO NOVE

A única derrota: Foi no Equador, no último jogo antes do recesso da Copa do Mundo, que o Inter sofreu sua única derrota na Libertadores-2006. O Colorado levou 2 a 1 da LDU em Quito. Jorge Wagner fez o gol da sobrevivência vermelha. Bastava uma vitória por 1 a 0 no Beira-Rio para ir às semifinais.

Goleada de 1 a 0: Contra o campeão da América, vencer por 1 a 0 é golear. O Inter recebeu o Estudiantes, da brujita Verón, no primeiro jogo das quartas. E ganhou por 1 a 0, com gol de Sorondo no segundo tempo. A segunda partida, na Argentina, mostraria quão valioso foi o resultado.

JOGO DEZ

Cara de campeão: O Inter passou dois meses se preparando para o segundo jogo contra a LDU. E foi a campo com pinta de campeão. O primeiro tempo foi de sofrimento, com empate por 0 a 0. No segundo, o Inter voou. Rafael Sobis, em arrancada espetacular, e Rentería, com chute quase da linha lateral, garantiram a classificação vermelha com vitória por 2 a 0.

Giuliano salvador: O Inter foi engolido pelo Estudiantes durante boa parte do segundo jogo das quartas de final, em Quilmes. Foi salvo por Giuliano. Aos 43 minutos do segundo tempo, quando o Colorado levava 2 a 0 e se despedia da Libertadores, o garoto predestinado fez o gol da vaga.

Colorado em campanha fantástica na Libertadores


JOGO ONZE

Empate valioso: Tinha um carequinha no Libertad, do Paraguai, que chamava a atenção do Inter antes dos duelos das semifinais. O sujeito corria de um lado para o outro, dava carrinho, marcava forte, distribuía passes. Jogava muito aquele tal de Guiñazu. Mas ele não conseguiu fazer a equipe de Assunção bater o Inter. No primeiro jogo, o Colorado segurou um 0 a 0 valioso fora de casa. Ah, se Guiñazu soubesse...

Boas lembranças: Foi com as boas lembranças de 2006 que o Inter reencontrou o São Paulo nas semifinais da Libertadores. No primeiro jogo, no Beira-Rio, o Colorado, já com Celso Roth, foi muito superior. Fez 1 a 0, com Giuliano, e poderia ter feito outros. Encaminhou uma vaga que poderia ser certa.

JOGO DOZE

O gol da vida de Alex: Se não fosse aquela pancada de Alex quase lá da intermediária, o destino do Inter poderia ter sido bem diferente. O duelo com o Libertad no Beira-Rio foi osso duro de roer para o Colorado. Comandados por Guiñazu, os visitantes incomodaram, ameaçaram, até pressionaram. No segundo tempo, Alex fez o gol da classificação, confirmada com outro de Fernandão. Guiñazu saiu de campo desolado. Ah, se ele soubesse...

O calcanhar de Alecsandro: Um chute de D'Alessandro, um toque de calcanhar de Alecsandro, uma vaga garantida. Foi no sufoco, a marca da Libertadores-2010, que o Inter avançou à final. O Colorado levou 2 a 1 do São Paulo no Morumbi, resultado no limite do aceitável para a classificação. A falha de Renan, que soltou uma bola fácil, foi abafada pelo gol do centroavante.

JOGO TREZE

Sobis para a história: Talvez tenha sido o jogo mais perto da perfeição que o Inter já realizou. Fora de casa, contra o atual campeão mundial, o Colorado jogou demais, venceu o São Paulo por 2 a 1 e colocou a mão no título.

Edinho teve grande atuação, mas foi Rafael Sobis, com dois gols, o herói da vitória vermelha.

Grama artificial, futebol real: O Inter iniciou a disputa final pelo título da Libertadores de 2010 no gramado artificial do recém-inaugurado Estádio Omnilife, em Guadalajara, contra os mexicanos do Chivas. Mas o futebol vermelho foi bem real. Muito superior no primeiro tempo, o time gaúcho levou 1 a 0 no único ataque de perigo do adversário. Na etapa final, com Giuliano e Bolívar, conseguiu a virada.

Inter Campeão da Libertadores 2006


JOGO QUATORZE

O 16 de agosto de 2006: Para os colorados, tem Natal, tem Páscoa, tem todas aquelas datas festivas. E tem o 16 de agosto. Foi o dia em que o Inter, pela primeira vez, se tornou campeão da América. Um empate por 2 a 2 no Beira-Rio, com todos os elementos de dramaticidade já criados pelo futebol, fez o Inter conquistar a Libertadores. Fernandão e Tinga, símbolos daquele time, enlouqueceram o Beira-Rio.

História a ser escrita: É nesta quarta-feira, às 21h50m, no Beira-Rio. Inter x Chivas. Um novo Fernandão, talvez aquele mesmo Tinga: a história voltará a ser escrita no capítulo final da luta vermelha pelo bicampeonato.

 

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