Começou julgamento de Nilsinho acusado da morte da estudante Tallyne



26/10/2009 - 12:10

 

Começou às 09h30 o julgamento de Nilson Feitosa no caso da morte da estudante de Medicina Tallyne Teles. Foi lida a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o acusado. A juíza Valdênia Marques, titular da 9ª Vara Criminal, fez a chamada das testemunhas arroladas para esta fase e uma testemunha de defesa faltou.

 

Primeira testemunha

 

Nilson não estará presente na primeira fase do julgamento. Hoje será feita somente a oitiva das testemunhas, primeiro de acusação e depois da defesa. A primeira testemunha, que está sendo ouvida agora é a bancária Zaiana dos Reis Machado, que foi alvejada com três tiros na cabeça no dia 07/01, na cidade de Tianguá, desferidos pelo acusado.

 

 

Zaiana foi o ponto de partida na investigação do Caso Tallyne. Nilson a teria sequestrado e efetuado dois disparos contra a estudante, assim como é acusado de ter feito com Tallyne. O crime ocorreu na estrada de Tianguá, onde reside Zaiana. Ela conseguiu sobreviver, mesmo tendo levado um tiro na cabeça. Ela se fingiu de morta e foi socorrida ainda na estrada.

 

Policiais da Cico relacionaram o caso de Zaiana com o de Tallyne e trouxeram a estudante para prestar depoimento em Teresina.  

 

Segundo o promotor Meton Filho, essa fase de oitiva das testemunhas deve terminar por volta das 16h.

 

Tentativa de intimidação

 

Na hora em que Zaiana começou prestar seu depoimento, a defesa solicitou que ela fizesse o juramento de falar somente a verdade. Então, a juíza Valdênia declarou que ela seria arrolada como informante.

 

Segundo Meton Filho, a iniciativa da defesa de fazer com que Zaiana prestasse o juramento foi para intimidá-la, constrangê-la e posteriormente pedir a prisão da testemunha.

 

Várias outras provas testemunhais serão produzidas em juízo.

 

Depoimento

 

Zaiana conta em seu depoimento como foi o sequestro. Segundo ela, Nilson a abordou se apresentando como policial federal. Ela chegou a reconhecer o acusado no momento da abordagem porque lembrava de já tê-lo visto na porta de sua casa. Zaiana foi levada no próprio carro até a BR, na entrada da cidade.

 

Nilson teria mandado que Zaiana saísse do carro e caminhasse sem olhar para trás. Mas Zaiana olhou e ele deu um tiro no joelho da moça. Logo em seguida, dois tiros na cabeça. Ela revelou que se fingiu de morta para que Nilson pudesse ir embora. Ele acabou levando o carro.

 

Ela foi trazida para Teresina e, em depoimento na Secretaria de Segurança, reconheceu Nilson Feitosa em uma foto.

 

 

Meton Filho concedeu entrevista antes do início do julgamento de Nilson Feitosa pela morte da estudante Tallyne Teles e disse que para o Ministério Público não existe a menor dúvida da autoria ou da materialidade do crime, uma vez que o trabalho da polícia foi determinante para a elucidação.

 

 

 

Juíza Valdênia Marques

 

Algumas pessoas arroladas no processo estão sendo ouvidas por carta precatória e a promotoria espera uma pena além de 29 anos de prisão, tendo em vista que o roubo qualificado pelo restultado morte tem uma pena prevista no Código Penal muito alta. "O trabalho da polícia beira a perfeição", completou.

Para o delegado Willame Moraes, que presidiu o inquérito, não há a menor dúvida de que, de fato, Nilson foi o autor do crime.

 

 

Já estão presentes vários familiares de Tallyne Teles. A mãe está sob efeito de medicação calmante e não concederá entrevistas.

O Grupamento Especial de Operações da Casa de Custódia faz a segurança de Nilson dentro do auditório do Quartel do Comando da Polícia Militar, onde ocorre o julgamento.

 

 

Familiares fizeram um álbum com fotos da estudantes e frases dizendo que ela era meiga, carinhosa. A família está toda com camisas brancas com fotos dela.

 

 

O advogado Francisco Sousa Filho disse que espera que Nilson saia do julgamento absolvido, uma vez que não existem provas contundentes de que ele seja de fato o autor do assassinato de Tallyne. Ele também confirma que fez um pedido à juíza Valdênia Marques para que, pelo princípio do promotor natural, que o promotor fosse o titular da vara e não o promotor Meton Filho.

 

Meton Filho foi designado para o caso pelo Ministério Público.

 

 

O advogado explica que, inclusive, o resultado do julgamento pode ser anulado por conta disso.

 

Para o promotor Meton Filho, o Brasil é um país livre. "Quem tem boca fala o que quer", referindo-se ao advogado. Ele considera esse pedido juridicamente irrelevante, espera que a juíza desconsidere essa solicitação, uma vez que não há fundamentação.

 

O julgamento ainda não começou. A movimentação é grande no auditório e Nilson está recluso numa sala ao lado.

 

Fonte: Cidadeverde

Ouça Imperial FM 95,5

 

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