Teresina é a segunda capital com as refeições mais caras

Teresina é a segunda capital com as refeições mais caras

06/05/2015 - 23:09

Uma pesquisa divulgada pela Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert) esta semana revelou que Teresina aparece em segundo lugar entre principais cidades do Nordeste onde o preço do quilo da refeição é o mais caro, R$ 29,21, em média. 
De modo geral, no Nordeste, o quilo da refeição nos restaurantes custa cerca de R$ 26,98, contra R$ 27,36 da média nacional. A cidade nordestina com o preço mais elevado é São Luís, capital do Maranhão, com R$ 29,57.
O estudo avaliou os preços das refeições compostas por prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e cafezinho em diferentes ofertas ou tipo de refeição, como prato feito ou comercial, autosserviço (refeição a quilo/preço fixo), prato executivo e "a la carte". Ao todo foram 5.118 estabelecimentos entrevistados em 51 municípios, sendo 23 capitais, no período de 25 de novembro a 18 de dezembro de 2014.
Segundo o economista Francisco Carvalho, o valor elevado da refeição é reflexo do aumento no preço de outros produtos como a carne vermelha, taxa de energia elétrica, aumento dos salários dos funcionários, etc. "O valor atual é resultado do reajuste de preços dos anos anteriores em vários setores. Não somente deste ano", explicou. 
Ananias Alvez, proprietário de um restaurante na rua Climatizada, no Centro de Teresina, afirma que, devido a crise econômica, não aumentou o preço do quilo da refeição. "Atualmente, o quilo custa R$ 26,90. Estou tentando manter esse preço para não perder os clientes, pois a crise financeira afeta todo mundo", acrescentou. 
A enfermeira José Maria Mirtes reclama do preço alto, mas afirma que não tem como pagar menos pelas refeições devido a falta de tempo para cozinhar em casa. "Como trabalho até depois do almoço, fica muito cansativo ter que fazer comida em casa. Então, é melhor se alimentar em restaurantes, mesmo que todas os alimentos estejam mais caros", disse.


A pesquisa realizada pela Assert reflete os fatores citados pela enfermeira como, por exemplo, cada vez mais pessoas almoçarem fora de casa, motivadas pelo fenômeno da urbanização e o constante problema de mobilidade urbana na hora do almoço nas grandes cidades. Outro fator importante é a alteração no perfil familiar, motivado pela presença cada vez mais forte da mulher no mercado de trabalho. 
 

Fonte: Diario do povo