Policiais recusam proposta do governo sobre reajuste
Policiais recusam proposta do governo sobre reajuste
18/05/2015 - 09:19
As categorias dos policiais militares e bombeiros do Piauí recursaram proposta apresentada no sábado (16) pela equipe do Governo do Estado que parcelava o reajuste salarial previsto para ser pago agora em maio. A proposta recusada estabelecia o pagamento de metade do valor do reajuste e a outra metade seria paga em janeiro de 2016. "Esse parcelamento já foi descartado. É um ponto que os policiais militares e bombeiros não aceitam", informou ontem o vereador R. Silva (PP), representante das categorias.
Pela legislação, os soldados deveriam receber este mês nos seus contracheques uma parcela única de R$ 649. Com o reajuste, o salário de soldado passaria de R$ 2.450 para R$ 3.100 e a patente de coronel, que tem previsão de reajuste de R$ 1.868, passaria a receber salário de R$ 13.230. O reajuste beneficiaria cerca de seis mil policiais militares da ativa e 3800 inativos e pensionistas.
Segundo o vereador, após a recusa da proposta do governo, os representantes das associações de Praças e Oficiais e também da Polícia Militar e Bombeiros decidiram realizar hoje (18) uma reunião para definir quais serão os próximos passos das negociações.
De acordo com R. Silva, nessa reunião, será discutido se haverá indicativo de greve e também se as categorias apresentarão ou não uma contraproposta no tocante ao reajuste.
"Nós não podemos tomar nenhuma decisão precipitada e nem uma decisão isolada. Por isso, só teremos definição dos próximos passos depois dessa reunião com os representantes das oitos associações de policiais militares e bombeiros", afirmou R. Silva.
A reunião está marcada para acontecer às 10 horas, na Associação dos Oficiais da Polícia Militar, localizada no bairro Piçarra. Ainda segundo o vereador, o ponto positivo da reunião com o governo do Estado, realizada no sábado, foi o compromisso de criar uma comissão para avaliar proposta da criação de um Plano de Cargos e Salários para ser adotado nos próximos quatro anos.