Doleiro diz que Ciro Nogueira recebeu 150 mil dólares para se filiar ao PP
Doleiro diz que Ciro Nogueira recebeu 150 mil dólares para se filiar ao PP
14/09/2015 - 08:52
Pela segunda vez o senador Ciro Nogueira foi citado nas investigações da Lava Jato. Os jornais O Estado de São Paulo e o site G1 informaram que em depoimento à Polícia Federal, o doleiro Alberto Yousseff, acusado de ser operador do esquema de corrupção na Petrobras, que lavava dinheiro da estatal e repassava como propina para políticos, afirmou que o senador piauiense Ciro Nogueira (PP) recebeu 150 mil dólares para sair do PFL para o PP em 2002.

De acordo com as reportagens, o dinheiro teria saído de recursos próprios dos doleiros, oriundos do esquema de corrupção da década de 90 conhecido como Banestado. Ainda de acordo com O Globo e o Estadão, Yousseff declarou que em 2011 se reuniu com o senador Ciro Nogueira e parlamentares da bancada do PP, para discutirem problemas relacionados a insatisfação de um grupo de parlamentares com a forma em que os recursos desviados da Petrobras estavam sendo distribuídos.
O DIA tentou contato com o senador Ciro Nogueira e sua assessoria de imprensa, mas até o encerramento da reportagem, não obteve resposta. Até agora, o senador tem afirmado que acredita na Justiça e que renuncia ao cargo caso seja comprovado seu envolvimento com desvios de verbas públicas.
A declaração de Youssef foi realizada em 1º de julho dentro das investigações da operação Lava Jato e foi disponibilizado na quinta-feira (11) pelo Supremo Tribunal Federal. Pelas novas declarações, ministros da Presidência chegaram a ser informados da disputa entre dois grupos do PP por valores desviados.
Segundo reportagem do G1, um grupo era formado pelo ex-deputado Mário Negromonte (BA) – composto também por Nelson Meurer (PR), João Pizzolatti (SC) e Pedro Corrêa (PE). O outro grupo era composto por Ciro Nogueira (PI), Arthur de Lira (AL), Benedito de Lira (AL), Eduardo da Fonte (PE) e Aguinaldo Ribeiro (PB), que conseguiu o comando do partido em 2011.