Com mais de 86 mil demissões, Caged tem pior agosto desde 1995

Com mais de 86 mil demissões, Caged tem pior agosto desde 1995

26/09/2015 - 10:32

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta sexta-feira (25) dados atualizados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Os números apontam que o desemprego no País continua crescendo em ritmo preocupante, um dos reflexos da fragilidade do mercado, resultante das más políticas econômicas adotadas pelo Governo.

No mês de agosto, 86.543 postos de trabalho foram fechados, considerando a diferença entre as novas admissões e as demissões ocorridas no mês. Em todo o País ocorreram 1.392.343 contratações, enquanto os desligamentos chegaram a 1.478.886.

O corte de 86.543 empregos celetistas corresponde a uma retração de 0,21% no estoque de assalariados com carteira assinada em relação ao mês de julho. Foi o pior resultado do Caged para um mês de agosto desde 1995.

No acumulado do ano os dados mostram um decréscimo de 572.792 empregos (-1,39%). E nos últimos 12 meses verificou-se uma redução de 985.669 postos de trabalho, correspondendo a um decréscimo de 2,37% no contingente de empregados celetistas do país. Os dados são da série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo.

Diante do balanço nacional desfavorável, o Piauí está entre as nove unidades da Federação que apresentaram um saldo positivo no Caged em agosto. O Estado teve 10.979 admissões e 10.366 demissões no período, resultando em 613 postos de trabalho gerados, expansão de 0,20% em relação a julho. 

Esse comportamento foi possível, sobretudo, graças aos desempenhos positivos de três setores: serviços (+611 postos), agropecuária (+446 postos) e serviços industriais de utilidade pública (+391 postos). Em contrapartida, o pior resultado ocorreu na construção civil (-712 postos).

Com a evolução positiva de 0,20% no Caged, o Piauí teve a 6ª maior geração de empregos (percentualmente) no último mês de agosto, ficando atrás do Acre (+1,34%), da Paraíba (+1,06%), de Alagoas (+0,74%), de Sergipe (+0,24%) e Roraima (+0,23%).

Outros três Estados tiveram saldos positivos na geração de emprego no mês passado, mas ficaram atrás do Piauí: Maranhão (+0,19%), Tocantins (+0,09%) e Ceará (+0,07%).

Na parte oposta do ranking, os cinco Estados onde houve mais demissões, proporcionalmente, foram: Espírito Santo (-0,58%), Minas Gerais (-0,56%), Rio Grande do Sul (-0,48%), Bahia (-0,38%) e Amazonas (-0,36%).

No País, apenas dois setores apresentaram saldo positivo no Caged

setores da atividade econômica, apenas dois tiveram saldo positivo na geração de empregos durante o mês de agosto. Ainda assim, a variação observada foi irrisória. 

No setor de serviços foram gerados 4.965 empregos no País, um avanço de apenas +0,03%. Enquanto na administração pública surgiram 730 postos, uma variação relativa de +0,08%.

Por outro lado, outros setores importantes apresentaram cortes expressivos. O pior resultado (percentual) foi observado na construção civil, com 25.069 empregos perdidos (-0,86%), seguido da indústria de transformação com -47.944 postos (-0,60%) e da agropecuária com -4.448 postos (-0,27%).

Desempenho dos Estados:

Fonte: CAGED