Adão, suspeito de liderar estupro coletivo em Castelo, não é ouvido por falta de segurança

Adão, suspeito de liderar estupro coletivo em Castelo, não é ouvido por falta de

20/07/2016 - 10:23

Esperando há um ano para ser ouvido, Adão José Silva Sousa, de 41 anos, apontado como líder do estupro coletivo em Castelo do Piauí, teve a audiência adiada nesta terça-feira (19). O motivo: falta de segurança. Adão seria ouvido hoje no Fórum de Castelo, porém o juiz Leonardo Brasileiro, resolveu adiar as oitivas por questão de segurança. 

Com a informação de que Adão voltaria para Castelo do Piauí, para ser ouvido, a cidade ficou em polvoroso. 

Diante da agitação, o juiz adiou a audiência das 18 testemunhas de acusação para o dia 12 de agosto no Fórum de Campo Maior. Adão será levado para o Fórum, caso queira, para acompanhar os depoimentos. 

Durante toda a manhã de hoje, foram ouvidas as três vítimas do estupro coletivo ocorrido há pouco mais de um ano na cidade de Castelo do Piauí, a 190 km da capital. A audiência aconteceu a portas fechadas no Fórum da cidade.

A audiência foi presidida pelo juiz Leonardo Brasileiro e inicialmente ouviria 18 testemunhas do caso. Como o caso corre em segredo de justiça, não foi permitida a entrada de curiosos ou da imprensa.

As meninas foram ouvidas com a presença de familiares, advogado e uma psicóloga. 

Uma das testemunhas do crime informou ao Cidade Verde.com que, durante a audiência desta manhã, as meninas teriam acrescentado novidades no caso e que devem comprometer ainda mais a situação de Adão José Silva Sousa, de 40 anos, que está preso na Penitenciária de Altos e apontado como o mentor do estupro.

O crime

O estupro coletivo contra quatro jovens ocorreu no dia 27 de maio. Elas foram amarradas em árvores, agredidas e atiradas do alto de um morro de cerca de 10 metros. Uma das vítimas, Danielly Rodrigues Feitosa, 17, morreu após passar dez dias internada.

Quatro adolescentes foram condenados pelo crime e três cumprem medida sócio-educativa, já que um Gleison Vieira da Silva, 17 anos, foi morto seis dias após a condenação pelos outros três. Eles dividiam a mesma cela em um Centro Educacional Masculino (CEM) em Teresina. 

Fonte: Cidade verde.com