Ex-companheiras de capitão da PM confirmam histórico de violência

Ex-companheiras de capitão da PM confirmam histórico de violência

02/11/2017 - 09:55

Em depoimento à Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (01), três ex-companheiras do capitão da Polícia Militar, Alisson Wattson, confirmaram o histórico de violência do policial contra as mulheres com as quais mantinha relacionamento. De acordo com o coordenador da Delegacia de Homicídios, Delegado Baretta, as mulheres relataram que o policial militar chegou a apontar a arma para a cabeça delas e a proferir ameaças em diferentes ocasiões. Os depoimentos corroboram as versões dos familiares e amigos da estudante Camilla Abreu, de que o policial teria cometido violência física e psicológica contra a vítima antes de cometer o feminicídio.

Corpo de Camilla é enterrado e família pede expulsão de PM da corporação

Foi com muita comoção que a família de Camilla Abreu, assassinada na madrugada de quinta-feira (26) pelo policial militar Allisson Watson, enterrou o corpo da jovem na manhã desta quarta-feira (01), no cemitério São Judas Tadeu. Muita gente esteve no local, incluindo policiais militares que compareceram para dar apoio aos familiares.

O pai de Camilla, Jean Carlos Abreu, fez um apelo para o comandante da Polícia Militar, o coronel Carlos Augusto. “Primeiramente a gente quer que tire a farda desse rapaz. Foram sete dias de muito sofrimento, sem comer, sem dormir, sem trabalhar. E na tarde de ontem a gente ver a filha naquela situação. É muito triste para um pai”, diz.

O tio da jovem, Jandeylton Rodrigues, relembra os momentos de tensão vividos na última semana. Ele também é policial militar e alertou os pais da jovem para a notícia triste que estavam para receber. “A gente sabia que o namorado dela tinha matado. Na sexta ele entregou a arma e chorou muito dentro da corporação. Eu chamei a família e já falei que fosse forte, porque não vinha notícia boa”, conta.

Fonte: CIDADE VERDE