COP 24 elabora regras para Acordo de Paris sob críticas de falta de ambição e impasse sobre recursos
COP 24 elabora regras para Acordo de Paris
16/12/2018 - 12:38
Há três anos, em 2015, os países fizeram promessas voluntárias paralimitar o aquecimento global no Acordo de Paris. Agora, na COP 24, na Polônia, o desafio era estipular como cumprir seus próprios objetivos climáticos. Foram 13 dias de encontros e intensas negociações até que um documento final fosse alcançado no sábado (15). Mas o "livro de regras" e as diretrizes receberam críticas: ambientalistas apontam que falta ambição para cumprir o combinado, consequência da oposição de países como Arábia Saudita, os Estados Unidos, a Rússia e o Kuwait.
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Abaixo, veja os principais pontos do relatório final da COP 24 e o posicionamento de autoridades e ambientalistas:
Oposição e limitações
O principal objetivo da COP24 era fechar o "livro de regras" do Acordo de Paris, firmado em 2015, no qual 195 países se comprometeram a limitar o aquecimento da Terra a até 2ºC até o fim do século.
Havia dúvidas, no entanto, sobre a influência que um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em outubro, teria sobre as negociações. A organização sustentou que o ideal era que a temperatura não subisse mais que 1,5ºC nesse período de tempo.
Mas os países não concordaram em "acolher" este relatório, devido à oposição de um grupo de nações liderado por Estados Unidos e Arábia Saudita, que descartaram reconhecer essa conclusão do documento.
Por fim, no livro de regras, limitaram-se a "convidar as partes a fazer uso das informações contidas no relatório". Tampouco avançaram no debate para aumentar suas metas de redução de emissões fixadas de forma voluntária em 2015, contentando-se em citar "esforços para elevar as ambições em 2020".