Hoje tem Flamengo na libertadores buscando reverter uma desvantagem de dois ou mais gols
Hoje tem Flamengo na libertadores
31/07/2019 - 11:35
Para manter o sonho vivo do bicampeonato da Libertadores, o Flamengo tem uma árdua tarefa nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã: tirar uma diferença de dois gols do Emelec, que venceu o jogo de ida no Equador por 2 a 0 e pode até perder para se classificar. Mas qual é o tamanho dessa vantagem? Quantas vezes ela já foi revertida pelo Rubro-Negro?
Além dos muitos desfalques, que vêm dando dor de cabeça para Jorge Jesus, o Flamengo também jogará contra um histórico negativo. Em mata-matas na história, seja por competições nacionais ou sul-americanas, o clube já precisou reverter desvantagens igual ou maior que dois gols em 11 ocasiões: conseguiu só três vezes, e em apenas duas se classificou.
Mas também é possível olhar para o "copo meio cheio". Se por um lado o histórico é negativo, por outro o retrospecto recente é positivo. Das últimas três vezes em que foi para o segundo jogo de um mata-mata com uma desvantagem elástica, em duas o Rubro-Negro se classificou – tirando inclusive uma diferença maior do que a atual. Veja a lista:
Supercopa Libertadores (1988)
Os mais jovens podem não conhecer, mas existiu uma Supercopa disputada anualmente entre 1988 e 1997, fora do período da Libertadores, com todos os clubes campeões sul-americanos e em duelos mata-mata. O Flamengo de Andrade, Leandro e Zinho estreou na competição eliminando o Estudiantes, da Argentina, mas caiu na segunda fase para o Nacional, do Uruguai.
No primeiro jogo, no Estádio Centenário, o Nacional fez 3 a 0 e foi para o Rio de Janeiro podendo até perder por 2 a 0. Precisando golear, o Fla fez promoção de ingressos a 20 cruzados (equivalente a R$ 1,34 atualmente) e lotou o Maracanã com 70 mil torcedores. Mas o time ficou preso na forte marcação dos uruguaios, que no contra-ataque fizeram mais dois gols e eliminaram o Rubro-Negro.
Supercopa Libertadores (1990)
Na edição de 1990, logo na primeira fase, o Flamengo de Renato Gaúcho, Djalminha, Gaúcho, Nélio e companhia voltou a ter um placar elástico para tirar a desvantagem no Rio de Janeiro. No Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires, na Argentina, o Rubro-Negro de perdeu por 3 a 1 para o Argentino Juniors, com Luís Antonio descontando de pênalti.
O jogo de volta foi no Caio Martins em Niterói, e o Flamengo conseguiu reverter a vantagem com gols de Nélio, Renato Gaúcho e Gaúcho. Mas o gol de Hernández deixou o placar igual ao da primeira partida e levou a disputa para os pênaltis. Só que na marca da cal, Gaúcho e Rogério erraram suas cobranças, e os argentinos se classificaram por 4 a 3.
Supercopa Libertadores (1995)
O ano do centenário do Flamengo ficou marcado pelo alto investimento e pela falta de títulos, principalmente a perda do Carioca para o Fluminense. Mas o que poucos se lembram é que no final daquela temporada o Rubro-Negro teve outra chance de gritar "é campeão": na final da Supercopa Libertadores contra o Independiente, da Argentina.
A campanha daquele time do "melhor ataque do mundo", com Sávio, Romário e Edmundo, foi quase perfeita: venceu todos os jogos, dentro e fora de casa, contra Vélez Sársfield, Nacional-URU e Cruzeiro. Só perdeu uma vez, por 2 a 0 para o Independiente em Avellaneda. Sem Edmundo, machucado, o Flamengo ganhou por 1 a 0 com gol de Romário, mas não foi suficiente.
Copa do Brasil (1998)
Em competições nacionais, a primeira grande desvantagem que o Flamengo enfrentou em mata-matas foi na Copa do Brasil de 1998. Na segunda fase do torneio, o Rubro-Negro foi goleado por 5 a 0 pelo Vitória no jogo de ida, no Barradão, em Salvador (BA). Resultado que acarretou no pedido de demissão do então técnico rubro-negro, Paulo Autuori.
Sob o comando de Joel Santana, o Flamengo precisava de pelo menos cinco gols no Maracanã para levar a disputa para os pênaltis. E fez: com quatro de um inspirado Romário e outro de Rodrigo Fabri. Mas o Vitória já havia marcado duas vezes no início do jogo e deixado a missão dos cariocas, que ainda tiveram Bruno Quadros e Júnior Baiano expulsos, impossível.