Continua a greve geral por tempo indeterminado na educação estadual e mais de 350 mil alunos ficam sem aulas


Greve geral na educação estadual continua

15/02/2011 - 12:02

Após assembleia realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), os professores da rede estadual pública de ensino confirmaram a greve geral por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (14/02). As aulas deveriam ter retornado na manhã desta segunda- feira (14/02), mas muitas unidades escolares não iniciaram suas atividades.

Os professores realizaram um protesto pelas ruas do Centro da capital Teresina e gritavam palavras de ordem como: "Governador a culpa é sua", referindo-se a Wilson Martins (PSB) e ao secretário estadual de Educação Átila Lira (PSB) como responsáveis pelo não atendimento das solicitações da categoria.

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A presidente do Sinte-PI, Odeni Silva, afirma que a data base para o pagamento do Piso dos Professores começa em janeiro com reajuste de acordo com o aumento do repasse para o Fundeb. "Está na centralidade dessa greve dois pontos, o piso dos professores o reajuste dos técnicos. Queremos discutir o reajuste dos técnicos porque há dois anos o governo do Estado não paga sequer a reposição da inflação", comenta a presidente do Sinte-PI acrescentando que o Piauí teve 13,7% de aumento nos recursos do Fundeb, mas o Estado não repassou o aumento para os professores.

O secretário geral do Sinte-PI, Antônio Ferreira de Oliveira, disse que o governo dispõe de uma pesquisa que mostra que é possível implantar o Piso Nacional dos Professores de acordo com o que defende a lei sobre o tema. "Temos um levantamento que mostra que houve um aumento nos repasses do Fundeb para R$ 1.512 pelo valor aluno. Esse dinheiro chega no Estado, mas o que se vê é uma má vontade em repassar o aumento aos professores", defende.


Segundo Odeni Silva o governo não apresentou nenhuma proposta a categoria para evitar a greve. "Nós só iniciaremos as aulas se o governo der condições para que todas as escolas tenham professores de todas as disciplinas e profissionais para cuidar da escola como vigias, merendeiras e zeladores", destacou Odeni Silva. A presidente do Sinte-PI a categoria está motivada pelo que ela considera como descaso do governo com a categoria. Com a greve, o ano letivo, que começaria hoje, está ameaçado e 350 mil alunos ficarão sem aulas.


Os professores reivindicam o pagamento do piso salarial da categoria de R$ 1.500, como também o reajuste salarial dos técnicos em educação. Entre outras reivindicações, estão a mudança de classe e de nível; a gratificação dos diretores, dos secretários e coordenadores; a convocação dos concursados de 2007 e 2010; e, ainda, a realização de um novo concurso público. Atualmente, conforme informações da categoria, o valor pago pelo Governo aos professores é de R$ 1.024, quantia baseada no valor do piso referente a 2009.

 

No próximo dia 21, os professores devem realizar outra Assembleia para tratar de possíveis avanços nas negociações e se mantêm a greve no Piauí.

Atualmente, estão parados 30 mil professores da rede pública estadual e vários alunos prejudicados sem aulas nas escolas estaduais de todo o estado.

 

 

 

 

 

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