PF realiza operação em 15 estados para apurar aumento abusivo no preço do gás de cozinha

Ação fiscalizou 55 estabelecimentos em 24 cidades

10/04/2026 - 08:49

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9), a segunda fase da Operação Vem Diesel, com o objetivo de fiscalizar possíveis aumentos abusivos no preço do gás de cozinha em todo o país. A ação ocorreu em 15 estados e no Distrito Federal, em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Durante a operação, equipes realizaram fiscalizações em 24 cidades, alcançando 55 estabelecimentos, entre distribuidoras e revendedoras de gás liquefeito de petróleo (GLP). Participaram da força-tarefa agentes da ANP, Procons estaduais e policiais federais, que atuaram de forma integrada na verificação de possíveis irregularidades no mercado.

De acordo com a Polícia Federal, a ação busca identificar práticas como reajustes de preços sem justificativa, formação de cartel entre empresas concorrentes e outras condutas que possam prejudicar os consumidores. Caso sejam constatadas irregularidades, os casos poderão ser encaminhados para investigação criminal.

As apurações podem envolver crimes contra a ordem econômica e tributária, além de infrações relacionadas à economia popular e às relações de consumo. Segundo os órgãos envolvidos, o objetivo é garantir maior transparência no setor e proteger a população de práticas abusivas.

Entre as cidades fiscalizadas estão capitais e municípios de diferentes regiões do país, como Manaus (AM), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Brasília (DF), São Luís (MA), Campo Grande (MS), Natal (RN), além de cidades dos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

A operação é continuidade de uma ofensiva iniciada no fim de março, quando a primeira fase teve como foco o monitoramento de aumentos considerados indevidos nos preços dos combustíveis. A iniciativa foi intensificada diante de variações atípicas no mercado.

Segundo a Senacon, um preço é considerado abusivo quando há aumento sem justa causa, ou seja, sem relação com custos reais da cadeia produtiva. Situações de emergência, ausência de concorrência efetiva e práticas que garantam vantagem excessiva ao fornecedor também podem caracterizar irregularidades.

 

Fonte: RevistaAZ